quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Barragens podem sangrar a qualquer momento pelo interior do RN

Com as constantes chuvas, açudes podem sangar pelo interior.

Com as últimas chuvas que caíram no Rio Grande do Norte, o volume de água armazenado pelos açudes construídos e monitorados pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) cresceu 10%. A autarquia informa que até a semana passada, os reservatórios estavam com 50% de sua capacidade com água armazenada, índice que subiu para 60% no começo da semana.

O Dnocs informa que dois reservatórios já estão sangrando, o açude Santa Cruz, no município de Santa Cruz do Inharé, que armazena 5,16 milhões de metros cúbicos e o açude Trairí, em Tangará, com capacidade para armazenar 35,2 milhões metros cúbicos.

Conforme o Dnocs, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, o maior reservatório do Estado, com capacidade de armazenar 2,4 bilhões de m³ de água, acumula atualmente 1.605.710.00,00 m³ do seu volume, representando 66,9%, faltando apenas 4,87m para começar a sangrar.

Os demais reservatórios, como açude Itans, (Caicó); Sabugi (São João do Sabugi); açude Pau dos Ferros (Pau dos Ferros), Gargalheiras (Acari); Boqueirão (Parelhas) e Mendubim (Assú), estão com seus volumes de armazenamento no entorno de 50 %. 
 

VIGAS DE FERRO E CALÇOS DE MADEIRA ESCORAM PONTE SOB O RIO PIRANHAS/AÇU

A ponte Felipe Guerra que cobre o rio Piranhas/Açu na extensão da BR 304 , divisa dos municípios de Assu e Itajá, tem sido motivo de preocupação para a população da região do Vale do Açu. Tudo está ligado ao fato das vigas longarinas, que dão sustentação ao vão 15, entre os pilares “P 15″ e “P 16″, estarem, neste momento, escoradas por chapas de ferro e calços de madeira, sobre bases de concreto. No local, parte da cobertura das duas vigas cedeu, deixando à amostra a estrutura de ferro, o que é uma constatação séria em qualquer obra de engenharia civil.
O problema foi detectado durante as recentes obras emergenciais de reforço das fundações da ponte. Segundo o Dnit, a solução provisória foi o apicoamento (limpeza na área afetada) e o grauteamento (nova injeção de concreto), para em seguida realizar o escoramento.     
O órgão garante que toda essa área será recuperada durante a obra de ampliação da ponte, que deve alterar toda a sua estrutura. Mas, esclarece que, no caso de uma enchente em que o rio volte a subir acima da média, o escoramento pode não resistir à força da correnteza, porém  assegura que o reparo realizado na base de concreto garante a segurança do vão.
Até o momento não existe uma previsão de quando o projeto de ampliação da ponte será liberado. Na primeira etapa, o governo federal gastou livre de licitação R$ 13.778.908,64.
Fonte: Blog de Alderi Dantas (Link ao lado)
 

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